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Crise de ansiedade: o que acontece e quando procurar ajuda

Coração acelerado, falta de ar, medo intenso: uma crise de ansiedade assusta, mas passa. Entenda o que acontece no corpo, o que pode ajudar no momento e quando buscar atendimento.

Por Equipe RAFA

Atualizado em 06/11/2026

De repente o coração dispara, o ar parece faltar, as mãos tremem e vem uma sensação de que algo terrível vai acontecer. Se isso já aconteceu com você, saiba que não está sozinho e que há cuidado possível. Este texto explica o que costuma acontecer numa crise de ansiedade e quando buscar ajuda. Ele não faz diagnóstico: só um profissional de saúde pode avaliar o seu caso.

O que é uma crise de ansiedade

"Crise de ansiedade" é como muita gente chama um momento de medo ou mal-estar muito forte. Quando esse momento chega de repente, atinge o auge em poucos minutos e vem com sintomas físicos, os profissionais costumam falar em ataque de pânico. Se os ataques voltam e a pessoa passa a viver com medo de ter outro, pode ser o chamado transtorno de pânico, que só um profissional consegue identificar.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH), um ataque de pânico pode durar de alguns minutos a uma hora, ou um pouco mais. Ele pode ocorrer mesmo sem um motivo claro, e até durante o sono. Pode acontecer várias vezes por dia ou poucas vezes ao ano.

O que a pessoa pode sentir

  • coração batendo forte ou acelerado;

  • suor, calafrios e tremores;

  • falta de ar ou sensação de sufocamento;

  • tontura, fraqueza, formigamento nas mãos;

  • dor ou aperto no peito;

  • dor de barriga ou enjoo;

  • medo de perder o controle, de enlouquecer ou de morrer.

Esses sintomas são muito assustadores. O NIMH explica que o ataque de pânico em si não é perigoso para a vida e que os sintomas físicos costumam passar com o tempo. Mas atenção: eles podem lembrar um infarto, e não dá para saber de longe qual dos dois é. Por isso, se for a primeira vez, se houver dor forte no peito ou se você achar que pode ser algo no coração, procure atendimento de urgência: ligue para o SAMU, 192. Segundo o Ministério da Saúde, o serviço é gratuito e funciona 24 horas.

O que pode ajudar no momento

Nada disso substitui o tratamento, mas pode aliviar:

  1. Lembre-se de que vai passar. Repita para si: "Isso é uma crise, ela tem fim".

  2. Respire devagar. Inspire pelo nariz contando até quatro, solte pela boca contando até seis. Repita algumas vezes.

  3. Procure um lugar tranquilo, se possível, e sente-se.

  4. Concentre-se no ambiente. Nomeie em voz baixa cinco coisas que você vê e quatro que você toca.

  5. Peça ajuda. Avise alguém de confiança. Se estiver perto de outra pessoa, ela pode ficar ao seu lado, falar com calma e sem pressa, sem dizer "se acalme" em tom de cobrança.

Se você está acompanhando alguém em crise, fique por perto, fale pouco e com voz tranquila, e não tente discutir o medo.

O que não ajuda

  • Julgar a si mesmo ("sou fraco", "é frescura").

  • Evitar para sempre os lugares onde a crise aconteceu. Segundo a OMS, um dos tratamentos com mais evidência é a terapia de exposição, em que a pessoa aprende, com acompanhamento, a enfrentar os medos aos poucos.

  • Usar álcool ou outras drogas para aliviar. A OMS recomenda limitar o álcool e evitar drogas ilícitas.

  • Tomar remédio por conta própria ou usar o de outra pessoa. Medicamentos para ansiedade só devem ser usados com indicação médica.

Quando procurar ajuda profissional

Procure atendimento quando:

  • as crises se repetem ou você vive com medo da próxima;

  • você começa a evitar lugares, pessoas ou tarefas por causa do medo;

  • a ansiedade atrapalha trabalho, estudo, sono ou relações;

  • você sente que está sofrendo sozinho há semanas ou meses.

O primeiro passo costuma ser uma consulta com um médico, que verifica se há alguma causa física e pode encaminhar você a um psicólogo ou psiquiatra. De acordo com a OMS e o NIMH, a psicoterapia, em especial a terapia cognitivo-comportamental, é um dos tratamentos mais estudados: ela ensina a entender as sensações do corpo e a enfrentar os medos aos poucos. O tratamento também pode incluir medicação, decidida por um médico. Hábitos como sono regular, atividade física e boa alimentação ajudam, mas não substituem o acompanhamento.

A OMS estima que cerca de uma em cada quatro pessoas que precisam de tratamento para ansiedade o recebe. Procurar ajuda é um passo comum e importante.

Se a angústia ficar insuportável

Se você sentir que não aguenta mais, ou tiver pensamentos de se machucar ou de acabar com a vida, não fique sozinho. Ligue para o CVV, 188, ligação gratuita, 24 horas por dia, ou use o chat em cvv.org.br. Em risco imediato, ligue para o SAMU, 192, ou vá a um pronto-socorro.

Onde buscar ajuda

Você pode começar pela unidade básica de saúde mais próxima. Na RAFA, há um diretório de profissionais e clínicas verificados, para ajudar a encontrar psicólogos e outros profissionais da sua região. Cuidar da ansiedade é cuidar de você.

Condições:
Ansiedade
Público:
Adultos

Referências

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento profissional. A RAFA revisa cada conteúdo antes de publicar e verifica o registro de quem assina, mas cada pessoa é única: converse com um profissional de confiança.

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